___________

quinta-feira, 9 de julho de 2009

MARCHA PROCESSIONAL PELA NOSSA SENHORA DO LESBICIO




quinta-feira, 2 de julho de 2009

Passa-ruas e grande festa do Les-vício !!!


A próxima sexta feira dia 3 de Julho as Lerchas trazemos a Ourense a celebraçom do Dia do Orgulho LGBT com um acto muito especial: a novena na honra da Nossa Senhora do Perpetuo Lesbício! :

-Processom a partir das 21h desde a Rua do Vilar

-Festa Lesbi a partir das 22h30 no CS A Esmorga, R/ Telheira, 11.

Que a Nossa Senhora se apiade das nossas almas!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

28 JUNHO DIA DA NOSSA SENHORA DO PERPETUO LESBICIO


Santa bendita sem sítio na bíblia
apareces-te-nos mil vezes
em forma de amiga
de companheira, de cunhada
de vizinha ou de prima

Trás os inocentes gestos de cada dia:
"pentea-me o cabelo, estende-me a creminha,
prende-me aqui esta saia,
durme a mim apertadinha..."
acorde a tua luz a nossa paixom durmida

Antiga, sábia, fermosa senhora
fizeram-te invisível as tebras machistas
mas habitas o mundo das mulheres
bem-aventuradas as nossas peles
os nossos orgasmos, as nossas amigas

Venha a nós o teu tacto
enche de inspiraçom as nossas línguas
apiada-te das tuas filhas, mai bondadosa
que nom queremos cair na desgraça
de deixar o mundo sem provar tortilha

terça-feira, 9 de junho de 2009

As Lerchas em Lugo


O próximo dia 20 de Junho as Lerchas imos apresentar o Museo feminista Itinerante na cidade de Lugo, no Centro Social Madia Leva, nesta ocasiom cumha novidade: umha visita guiada -e incluso interpretada- polas diversas torturas que padeceram as mulheres ocidentais no século XXI.
As jornadas feministas do Madia Leva começam o dia 12, e desde entom já estará exposto o museo feminista no seu local, na rua Amor Meilám. Para mais info podes olhar em madialeva.agal-gz.org

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Abortar nom é delito!!





Ante as ameazas de quererem arrebatarnos o direito fundamental que nos permite ter soberania sobre o nosso corpo, as lerchas berramos que NOS PARIMOS, ergo NOS DECIDIMOS!!


sexta-feira, 10 de abril de 2009

MUSEO DA TORTURA CONTRA AS MULHERES (IV)




Ideologia médica: Da "fé em Deus" a "Fé na Ciência".

Entre a gente mais nova perderom poder os dictados da igreja para o controlo da sua sexualidade, aqueles contos de que a masturbaçom producia cegueira ou de que o uso do preservativo era pecaminoso. Isto significou mudanças nas formas e na linguagem mas a ideologia moderna mantivo os velhos tabús cristianos.

O médico é agora o Deus que dicta as normas sobre o corpo e a sexualidade; tem o poder de clonar vida no seu laboratório e decidir como vam ser os seus filhos e filhas manipulando a sua genética; pode modelar com o seu bisturí o corpo da mulher igual que antes o Deus Todopoderoso a modelara a partir dumha costela.

As farmaceuticas fam-se de ouro com a intervençom médica na sexualidade: vacinas para papilomas, tratamentos com hormonas desde as primeiras menstruaçoes para o resto da vida, partos convertidos em operaçoes quirúrgicas,... A suposta sabiduria médica fijo dos seus protocolos “palavra de deus”. No século XXI os curas mudarom o hábito por umha bata branca e o altar pola consulta. Numha sociedade desesperada polo stress e a ansiedade da vida moderna o “corpo de cristo” adoptou forma de capsula de 20 miligramos.

Um recurso secular para a repressom sexual foi o do medo. A ideologia moderna fazia finca-pé nos perigos do sexo ao tempo que inventava autênticas plagas de transmissom sexual nos laboratórios. Já a finais do século XX inventava-se o SIDA, um virus que castigava a “depravados” e “viciosas”. Se durante séculos o sexo fora um PECADO a ciência convertiu-no em realmente MORTAL. A indústria farmaceutica emprendeu as suas cruzadas colonizadoras, envenenando países e arrasando com a velha medicina tradicional.

MUSEO DA TORTURA CONTRA AS MULHERES (III)






Na Galiza do século XXI, as mulheres foram as últimas em terem controlo sobre os seus próprios corpos e sobre os processos que os afectam (desde o comportamento e as práticas sexuais até a maternidade); en cambio, exerciam muito protagonismo outros agentes, como:

as autoridades sanitárias, que tratavam as mulheres como simples objetos, chegamdo a praticar com elas -sem o seu consentimento- verdadeiros horrores para a experimentaçom cientista (ensaiando, por exemplo, métodos quirúrgicos e hormonais altamente agressivos), e empregando práticas médicas intervencionistas que negavam -de facto- a autonomia das doemtes (!), excluimdo-as mesmo da planificaçom e direcçom dos seus própios partos;

o Estado e os seus tentáculos territoriais, que ditavam legislaçons sobre o que deviam ou nom deviam fazer as cidadás cos seus corpos, impondo castigos para aquelas que ousassem desobedecer, como passou longamente no exercício do aborto;

os meios de comunicaçom de massa, principais tecnologias do género que estenderam um segundo modelo sexual de mulher, a “mulher fatal”, dedicada por inteiro à procura do pracer genital do homem, bem por manipulaçom bem por vício, e invisibilizando, deste jeito, qualquer outro tipo de relaçons e práticas sexuais que nom tivessem o falo como centro de atençom dos jogos eróticos;

a Igreja Católica e a sua doutrina moral retrógrada e genocida, que seguia a reverenciar a Virgem como modelo de comportamento sexual feminino (“mulher-anxo”), identificado e legitimado polo estamento do matrimónio heterosexual; e, porén, demonizava o uso de métodos anticonceptivos como o preservativo por induciren ao coito e provocaren, assim, um aumento no contagio da sida.